Desabafo sobre a mediocridade

November 18, 2007

Dia sim, dia não, lá chego a casa todo frustrado, aborrecido com a mediocridade das pessoas com quem convivo no dia a dia. Por um lado, talvez seja culpa minha (de ser tão smart Dense, Difficult, and Frustrating), mas concordo perfeitamente com o Inóspito em como as pessoas estão cada vez mais iguais. Noto nos meus colegas que tudo quer tirar o curso com notas não muito más, ir bebendo uns copos pelo caminho e depois arranjar um emprego jeitoso para subir na vida.

Noto isto a nível da Universidade de Coimbra, e pelo que tenho falado com malta de outros lados, acontece por todo o lado. Por exemplo no meu curso, Engenharia Informática, a maioria nunca programou uma linha de código que não fosse para um trabalho. E muitos nem sabem o que é um RSS feed! (Mas provavelmente sabem qual os requisitos mínimos de gráfica para o último FPS que saiu para o mercado).

Acho que é necessário as pessoas quererem diferenciar-se e apostarem em certas áreas e em projectos pessoais! É certo que o Ensino Superior não incentiva à Criatividade (até pelo contrário, eu tenho sentido na pele que dificulta a quem quer fazer alguma coisa de diferente!), mas uma pessoa não pode estar à espera que façam tudo por ela. Existem inúmeras oportunidades, e mesmo que não existissem, podemos sempre criá-las! É tudo uma questão de imaginação e força de vontade.

Depois é normal que esta mediocridade afecte o empreendedorismo em Portugal e não haja o número de startups que há noutros países, por exemplo. Acho sinceramente que a mentalidade portuguesa não está orientada à inovação, mas à normalização. E isto é aquilo que me entristece.

Felizmente existem aí muito bright people que tenho o prazer de conhecer e de saber que estão a fazer alguma coisa para mudar esta situação e cada vez mais os aplaudo!

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Já pensaste o que é que te leva a criares os teus proprios projectos?
Apesar de concordar contigo em quase tudo não podes censurar quem decide enveredar pela normalização em vez do empreendadorismo por uma razão muito simples: Neste país não há margem de erro, a partir do momento que um negócio teu falha a sociedade e principalmente a banca olhará para ti como um falhado. Daí que mesmo que queiras voltar a tentar criar negócio não terás apoios. E apenas a titulo de exemplo, o criador da marca HONDA faliu 7 negócios antes de conseguir ter sucesso, coisa que nunca teria acontecido se ele vivesse em Portugal. As coisas não são tão lineares como apenas ter as ideias.
Sem dúvida que a criação de projectos próprios é uma forma tremenda de diferenciação, ainda para mais em Portugal, onde essa atitude (ainda) é vista com desconfiança.
Mas mesmo fazendo parte de uma empresa, é possível ser empreendedor, dar largas à criatividade e iniciar projectos internos em áreas inexploradas, que a empresa pode ou não aproveitar (por ex, os famosos 20% que o google dá aos empregados para "brincarem"). Muita gente usa o facto de trabalhar por conta de outrem como desculpa para não fazer coisas diferentes, ou para se meter em projectos paralelos. Que tal tentar passar primeiro as nossas ideias dentro da empresa onde trabalhamos?
jsmatos (Jorge I suppose), é basicamente estar insatisfeito com alguma coisa, então faço qualquer coisa para o melhorar. E o resultado pode ser tão diverso desde escrever um programa, como ir escrever no livro amarelo. Ah, e tenho gosto por trabalhar, outra das coisas que não se cultiva em Portugal. Nas empresas típicas, parece que há um concurso em quem é que é o mais mandrião.

Nelson, realmente é uma coisa que prende muita gente, o medo de falhar. No entanto não acho que seja tão crítico como tu dizes. Tens o exemplo deste senhor, com quem tive o prazer de falar ao almoço e já teve vários projectos, alguns falharam, outros não. E teve a coragem de apresentar um que falhou no Barcamp!

E como o Inospito te respondeu, e eu vou mais além, inovar não é o tradicional lançar uma empresa com um produto inovador! Podes simplesmente ajudar na empresa onde trabalhas, fazer um projecto em casa no tempo livre. Pode nem ser um produto, podem ser melhorias noutros, pode ser um serviço, pode ser uma plataforma, pode ser a coisa mais pequena do mundo. Mas que quando fores a uma empresa apresentar o teu currículo, tenhas algo de especial que os outros não têm. E sei de muitas empresas que o valorizam!
Sim é um facto que não existe o empreendedorismo desejável no seio do mundo académico.
Contudo penso que isso não se deve à falta de vontade ou competências dos alunos mas sim a um modelo de avaliação que não estimula essa "criatividade".
Penso que seria interessante, um pouco à semelhança do que se passa dentro do Google, termos um tempo estipulado (ECTS) para nos dedicarmos a um projecto à nossa escolha. Ao fim do ano lectivo apresentaríamos esse projecto e seríamos avaliados como que de uma cadeira se tratasse. Apenas uma opinião...
Belo post.

"Felizmente existem aí muito bright people que tenho o prazer de conhecer".

E sorte.
Foste tu a dizer isto e eu a ter um colega meu de Engenharia Informatica, que veio do curso tecnologico de Informatica a perguntar-me o que é um Feed RSS...

Não que eu duvidasse da teoria mas sempre ajuda a prova-la...
Eu sei o que é um Feed RSS, e sei também p que é um Feed Atom e sou do DEIUC - vide o meu mail! :P

Tu é que te dás com as pessoas erradas! :P

Saudações!
Concordo plenamente com o teu post.Senti na pele essa mesma falta de interesse e de conhecimento por parte de muitos colegas de curso (Eng Informática - Universidade Fernando Pessoa), quando eu e mais alguns colegas meus tentamos organizar um núcleo de informática na minha universidade. Passei as férias Verão a fazer o sitio do núcleo sem que ninguém me tivesse ajudado mesmo depois de ter pedido a muitos para me testa-lo e mandar dicas acerca do mesmo.
A vantagem apesar de isto tudo foi o alargar os meus conhecimentos em programação o que já não foi mau de todo, pois consegui tirar alguns dividendos (leia-se emprego) com o trabalho desenvolvido.
Quanto a não ter colegas a não saber o que é um feed rss, já me apareceu um a não saber o que era (pasme-se) o FTP.
Concordo com a ideia geral do teu post, sem dúvida. Agora o que tu não podes fazer é dizer coisas como "Dia sim, dia não, lá chego a casa todo frustrado, aborrecido com a mediocridade das pessoas com quem convivo no dia a dia. Por um lado, talvez seja culpa minha (de ser tão smart) (...)". Pá, este tipo de frases é, no mínimo, ridícula! Portanto, tu és o melhor do mundo e toda a gente à tu a volta não vale nada, é isso? Um bocadinho (grande) de modéstia não te fazia mal nenhum, bem pelo contrário...
Mais uma bela frase: "Noto nos meus colegas que tudo quer tirar o curso com notas não muito más, ir bebendo uns copos pelo caminho e depois arranjar um emprego jeitoso para subir na vida." - em primeiro lugar isso não se passa com toda a gente no teu curso, em segundo passar às cadeiras do nosso curso com "notas não muito más" (com a carga horária e o trabalho que nos exigem) não é nada fácil e, em terceiro, também fazemos parte da Universidade de Coimbra (para quem ainda não reparou) por isso acho que um saída à noite de vez em quando também nunca fez mal a ninguém. Por fim, mais uma pérola: "Por exemplo no meu curso, Engenharia Informática, a maioria nunca programou uma linha de código que não fosse para um trabalho." E então? Se calhar o nosso curso deixa-nos muito tempo livre para projectos exra-curriculares, não? Lol
Resumindo e concluindo: a humildade nunca fez mal a ninguém. Pensa nisso.
Nuno, se seguiste o link do smart, perceberias que não estava a dizer que era superior, mas diferente. A Liz explica-o muito bem na minha opinião.

Quanto ao que cada um faz nos tempos extra-curriculares é consigo mesmo. Até pode aplicar numa coisa que não tenha nada a haver com a informática e ser uma coisa positiva para a comunidade.

E se eu fosse dar emprego a alguém valorizava mais alguém com bons projectos fora do curso e uma média não muito boa, do que aluno com uma média ligeiramente superior, mas sem qualquer outra actividade.
"Quanto ao que cada um faz nos tempos extra-curriculares é consigo mesmo. Até pode aplicar numa coisa que não tenha nada a haver com a informática e ser uma coisa positiva para a comunidade. "
Pois. Por isso mesmo é normal não se fazer programação em actividades extra-curriculares, mas sim coisas completamente diferentes. Eu por exemplo, tenho aulas de bateria (é só um exemplo, claro)
Voltando ao exemplo que dei, quero dizer que se alguém não explora nada de informática fora do curso, primeiro pode não ter o gosto pela informática que devia ter e segundo não vai suficientemente preparado para o mundo do trabalho (IMHO e sei de empregadores que concordam comigo).

E para quem diz que o curso ocupa muito tempo, há lá pelo nosso departamento pessoas que fazem muitos projectos fora das aulas, e não é por isso que têm más notas. Arrisco-me a dizer que é precisamente o oposto.
"E para quem diz que o curso ocupa muito tempo, há lá pelo nosso departamento pessoas que fazem muitos projectos fora das aulas, e não é por isso que têm más notas." Mas olha que também as há, ou então nem chegam a ter más notas porque pura e simplesmente não têm tempo para entregar os trabalhos e ir estudar para os exames (e eu conheço casos assim). Mas concordo com esta frase: "E se eu fosse dar emprego a alguém valorizava mais alguém com bons projectos fora do curso e uma média não muito boa, do que aluno com uma média ligeiramente superior, mas sem qualquer outra actividade.". Aliás, tanto quanto sei, isso já começa a acontecer em muitos sítios. Mas de qualquer maneira não era o assunto principal do meu primeiro comentário
Realmente é pena que as pessoas (nós, os informáticos) não queiram passar mais 6h sentados à frente do monitor quando chegam a casa. Também não faz sentido nenhum desanuviar e sair com os amigos, tem algum contacto social sem ser via internet. E quando se faz exercício físico? que inútil que é descarregar baterias ao fim de um dia de trabalho!

Realmente, esta "mediocridade" que eu vivo diariamente não faz sentido nenhum. Sou ser como tu, alcides!

ps. vais-me ali fazer o jantar? ou espera, melhor ainda, aspira-me aqui o quarto se faz favor, que já está a acumular pó há 1 semana... enquanto eu programo umas coisas...
Boas,

1º axo que nao podes falar assim das outras pessoas do teu departamento,acho que cada um é livre de fazer o que quer nos tempos livres.Podes não ter namorada,mas se tiveres,e com a carga horaria que temos,e projectos para entregar,provalvamente n teras tempo para estar com ela..Eu no meu caso jogo Andebol em Pombal,e 2 vezes por semana(ja para nao dizer tb sexta,que ja estou em pombal),faço 90kms pra ir e voltar,perco 3horas cada vez,achas mm que vou ter tempo pra programar?Sao escolhas da vida,se tu keres fikar a programar em casa tudo bem,tu é k sabes,se há outras pessoas que querem socializar e sair para nao estar sempre a pensar na faculdade,tb estao no seu direito...por isso achei este post ridiculo.é só uma critica..
As pessoas estão a levar post acima como uma crítica a nível pessoal sentindo-se quase insultadas, quando a crítica é dirigida a este sentimento de resignação caracteristico do "tuga" do tipo: "se (acho que) não tenho tempo para investigar/programar/trabalhar nem me vou dar ao trabalho".

As pessoas se quiserem arranjam tempo é uma questão de organização e de força de vontade.

Para além disso é a capacidade de organização do tempo é uma mais valia no trabalho bem como para estudar

Eu tenho namorada e pratico polo aquatico 4x por semana e tenho jogos aos fins de semana e apesar de tudo sempre que posso tento estudar temas/assuntos que não estou a vontade ou que gostava de saber.

this his only my 2 cents....

cumps.
Alcides,

A tua frase "...(de ser tão smart)", apesar do link, não foi mt feliz.E digo-te porquê:
1º- não é a 1ª vez que afirmas algo do género (se fosses mais modéstio não te fazia mal nenhum);
2º- achas, ou pelo menos parece pelas conversas que já temos tido, que ninguém faz nada para superar esta mediocridade, pelo menos no nosso departamento.Já pensaste que REALMENTE a falta de tempo é cada vez maior e que às vezes até para socializarmos fora do DEI é complicado?Pensa nisso...
Se calhar há por aí muita gente com potencial que também lamenta a mediocridade em que vive, mas pouco ou nada pode fazer por falta de tempo.E sim, as pessoas normalmente quando se vêem livres querem fazer coisas diferentes: desporto, ler, sair com os amigos, qualquer coisa que não passe por, assim de repente, programar! Isso significa que somos todos uma cambada de preguiçosos/ medíocres???

Eu também conheço casos de pessoas extremamente talentosas que não fazem mais porque não podem;
Nem todos, repito, nem todos conseguem uma gestão perfeita do tempo. E contam-se pelos dedos aqueles que conseguem fazer de tudo um pouco: estudar, fazer as cadeiras, conviver, sair, ler e ter projectos extra-curriculares.

É fácil cair na asneira de analisar as coisas por um prisma só :\

P.S.: Quando ingressares numa empresa, podes crer que vais estar rodeado de pessoal menos "smart" que tu e vais ter de lidar com isso; Caso contrário, se continuares com esses pensamentos/manias ainda podes cair do cavalo...

Quem te avisa teu amigo é!
Tanta coisa por causa do "smart"... é um estilo de escrita que quem lê blogs está habituado, mas pronto, aí têm o verdadeiro sentido da palavra que queria transmitir: Dense, Difficult, and Frustrating. Que nem era o titulo do post linkado nem nada...

"E contam-se pelos dedos aqueles que conseguem fazer de tudo um pouco: estudar, fazer as cadeiras, conviver, sair, ler e ter projectos extra-curriculares."

São esses que eu louvo no meu post! E sim, deixa-me triste que muita gente não arranje um tempinho para fazer qualquer coisa de inovador....

E fico contente por algumas das reacções dos comentários, porque ao o terem feito estão a assumir que não fazem nada de extraordinário, mas que gostavam. Só falta então a força de vontade :)
Alcides por pensares que es mto inteligente, um dia, iras ter mtos problemas kto a isso e iras julgar pessoas que nao conheces so por nao terem um nivel de inteligencia (que eu desconheco profundamente...) mais baixo que o teu!
Andas para aki a falar do nivel da UC, mas so conheces é o teu curso, nao podes andar a falar do k desconheces! E kto as outras pessoas, deixa-as.. e a vida delas nada com isso tens a ver.
Dizes k o empreendorismo em Portugal esta fraco, sim realmente esta! Mas nao ponhas as culpas nos licenciados. Nos fazemos parte de uma pequena, mas em expansao, area da sociedd, e numa sociedd tambem e preciso pedreiros, eletrecistas, e todo o tipo de outros empregos k nao necessitem de um curso.. E ninguem ker ir para esses empregos, e pk, por pensarem como tu!
Chego entao a raiz, novamente, do problema.. Tu, como mtos outros, so pensam em voces, k sao mais, ou nao, mais inteligentes k outrem. Pensao nisto!
Ainda não percebi onde é que eu disse que era inteligente ou mais inteligente que outro, mas pronto.

Falo do meu departamento que conheço melhor, mas também sei que se passa noutras faculdades e noutras universidades, ou achas que não falo com outras pessoas? Aliás o programa MSP é muito bom nesse aspecto.

E eu não pus a culpa nos licenciados, mas nos licenciados, nos estudantes e nos desempregados. E a minha opinião é que entra demasiada gente na universidade quando deveriam ter tirado cursos mais técnicos (esses que mencionaste por exemplo) mas isto é a minha opinião.

Pelo que eu percebi, tu dizes que é dever de um estudante universitário fazer trabalho de investigação, mas nem toda a gente faz isso. O curso em que nós andamos é um curso de desenvolvimento de software, mas nem toda a gente programa à um porradão de anos como tu, muitos entraram este ano ou o ano passado e já lhes chega bem os trabalhos das aulas, nao se pode exigir a toda a gente que começe a desenvolver "apliquetas" (como diz o prof. de AM) muito desenvolvidas. De certeza que ha mtas pessoas lá no dei e por esse mundo fora com muito talento e que não dão nas vistas, nem mostram o que desenvolveram porque simplesmente nao querem, digo isto porque conheço uma pessoa assim. Tens de perceber que umas pessoas foram feitas para brilhar e outras simplesmente para acabarem o curso, arranjarem um muito bom emprego e com isso vivem felizes para sempre. Se para ti esta vida nao é suficiente, força, vai em frente, ninguem te impede, mas apenas não chames medíocres ás outras pessoas, isso fica-te bastante mal.
Eu não disse que tinham de fazer trabalho de investigação, apenas que era uma maneira de se distinguirem e aprenderem muito mais para além do curso.

E o medíocre não tem nada de ofensivo! É sinónimo de mediado ou ordinário (as in comum) mas dá-lhe um pouco uma conotação negativa pois é esse o sentido do meu post. Mas não é ofensivo!
Mais uma vez um professor meu ( para os DEIanos, hoje na aula de SO) reforçou a minha ideia. A nível empresarial dão muita importância a projectos extra-curriculares! E quem os faz é previligiado relativamente a quem apenas faz cadeiras (e possívelmente se queixa que dão muito trabalho).

E claro que não foi a primeira vez que um professor me disse isto, para além de responsáveis de recrutamento de várias empresas.
Honestamente, concordo. Não concordo com a maneira como o puseste, já que algumas das escolhas de palavras não foram das mais felizes, mas sim, pode ser frustrante às vezes notar-se a falta de empreendorismo/vontade de andar para a frente neste país, nesta faculdade, no departamento, em todo o lado.

Dar o exemplo do DEI foi um pouco ao lado, porque pode ser tomado como um ataque pessoal por muita gente tua conhecida (se calhar até foi a tua intenção, mas duvido), mas eu vejo como a tua experiência mais próxima deste problema, se falasses deste mesmo problema nas calotas polares eu desligava logo... Agora, quem quiser enfiar a carapuça, força...

O ponto que no entanto falhaste mais a meu ver foi que te esqueceste que toda essa gente que para ti parece medíocre, ou essa população, para ser mais geral, pode na verdade se sentir tão frustrada como tu te sentes, não por se sentir rodeada de deixa-andar, mas por ela própria não conseguir passar do deixa-andar. Acho que foram dados muitos bons exemplos aqui de pessoas cheias de potencial, mas cuja vida típica ou atípica os impede de atingir mais... Hell, até tu te deves sentir frustrado de tempos a tempos por não conseguires concretizar alguma coisa...

Agora... "Antes medíocre que ninja"? Pessoal, isso é enfiar a carapuça à grande... Apontar à medíocridade é render-se a uma sociedade de ócios que não nos leva a lado nenhum a não ser uma "uneventful life" que nos vai deixar aquele gosto amargo na boca de poder ter feito mais.

"Antes ninja que medíocre"? Como claramente se vê, nem toda a gente tem as mesmas possibilidades, por uma razão ou outra... Apontar as mesmas expectativas para toda a gente parece portanto também muito injusto.

Eu digo:

"Antes o meu máximo que medíocre."

Paz

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